Quem é sua Mãe?

Você sabe quem foi sua mãe?

Quem é essa mulher embaixo do papel de mãe?
Muito se diz sobre a bondade, beleza e qualidades, porém, poucos reconhecem a sua humanidade e suas carências.
Talvez você ainda não seja mãe, mas tenho certeza que nasceu de uma!!

Todos fomos gerados no ventre materno.

Fomos nutridos, envolvidos por uma camada protetora de líquidos e membranas, crescemos naquele lugar sagrado e em pouco tempo convidados a habitar um mundo desconhecido.
Alguns foram amamentados, embalados e cresceram junto a uma família.
Outros, logo em seu início de caminhada, já enfrentaram desafios diferentes.
Apesar disso, também sobreviveram e tornaram-se adultos como eu.

Sim, por mais difícil que tenha sido a sua tenra infância, você sobreviveu!

Você cresceu e está vivo, viva, lendo este texto aqui comigo!
Muitos ainda carregam dores, queixas e tristezas sobre como gostariam de terem sido cuidados, acarinhados e encorajados.
Em situações ainda mais delicadas, alguns foram abandonados, física ou emocionalmente, por suas mães.

Veja que não quero neste texto julgar ou condenar nenhuma vivência, por mais difícil que tenha sido.
Mas quero muito ressaltar que podemos escolher uma nova versão para nossa história.
Passamos anos repetindo para nós mesmos os dramas e traumas que sofremos, muitas vezes bem ao lado de nossas queridas mães. Muitos sofrem até hoje em relações povoadas de brigas e críticas.

E de coração aberto e compassivo eu digo: A relação com a mãe é de longe a mais complexa da nossa vida!!!

No entanto, se pudéssemos, por alguns instantes, vestir suas roupas, calçar seus sapatos e entrar em sua pele, talvez um novo sentir tomasse o espaço no seu coração.

Será que ela sentiu medo ao se descobrir grávida? Ela estava casada, solteira, insegura, apavorada? Como era o relacionamento com o pai do bebe que crescia dentro do seu corpo?

Quantos anos ela tinha quando isso aconteceu? Recebeu apoio de seus pais ou familiares? Quem mais foi a sua mãe quando ela ficou grávida de você?

Esses questionamentos ainda valem para os tempos atuais, acrescidos de crises de identidade ao escolher a maternidade ao mesmo tempo que sua carreira profissional.
Há também aquelas que, por questões religiosas, estão cercadas de crianças recém-nascidas a cada ano; as fraldas e mamadeiras se multiplicando por todos os lados e sem ter a opção de escolher uma carreira que atenda seu chamado interior.

E até hoje, pasmem, não existe nenhum curso, formação, graduação, MBA que nos ensine como ser MÃE.
Aprendemos na raça.

Errando e acertando. Corrigindo, experimentando, arriscando perder o amor daquele ser que originou-se dentro de nossas entranhas.
Vivendo a mais pura aventura como ser humano, sendo ao mesmo tempo cobrada e idealizada como aquela que tudo sabe; que tudo cura.
Choramos de medo, raiva, de dor por nossos filhos e, principalmente, por nossos próprios erros.
Se abraçamos demais nossas criaturas, as estamos mimando, se as deixamos aprender com a vida, as estamos abandonando à sua própria sorte.
Se trabalhamos fora, terceirizamos a criação para a escola ou para os mais diferentes ajudantes.
Se ficamos em casa cuidando exclusivamente da prole, falta-nos alimento para a alma e os sonhos ficam aguardando na gaveta por tempos mais propícios.
Isso para não mencionar as jornadas duplas e triplas que a mulher ainda enfrenta até os dias atuais.
Tudo isso, para no fim, deixarmos ir embora o objeto central de toda essa epopeia, pois criamos nossos filhos para o mundo!
Será que você consegue perceber todas as facetas e implicações intrínsecas à maternidade?
É possível ter uma perspectiva diferente sobre sua complexidade e a miríade de emoções e sentimentos que invadem a alma, provocando uma enxurrada de comportamentos incongruentes relativos à natureza humana?

Sendo homem ou mulher, será que você consegue ter um olhar de compaixão e agradecimento para com essa pessoa, ao menos um dia ao ano?
Você está disposta(o) somente por um instante, estando sua mãe ao seu lado ou distante, nessa dimensão ou em outra, olhar com os olhos de seu coração diretamente para ela, no fundo de seus olhos, e dizer apenas uma palavra: Obrigado(a)!
Apenas isso: Obrigada Mãe! Muito Obrigada!

Esse é o primeiro passo e talvez o mais difícil de todos, pois dói na carne, nas entranhas que compartilhamos com ela.
Abrimos mão de querer mais ou algo diferente. De julgar e condenar.

Apenas a aceitamos como ela é.

Humana, assim como você.

Você consegue olhar pra sua mãe assim? Conta pra mim! Comente aqui: https://www.facebook.com/nathaliefavaron.autora/posts/1877389142509063

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